Bullying coletivo e corporativo

Usar saia ou “dançar na boquinha da garrafa” quando não atinge uma meta. Ganhar um “troféu tartaruga” por ser o mais lento da equipe. Receber um contracheque com uma frase dizendo que é “fraco e derrotado”. Ser forçado a fazer a dança das cadeiras ou da laranja com colegas. Ser remanejado para trabalhar no cemitério municipal.

Pode parecer difícil de acreditar, mas todas essas são situações reais, vivenciadas por profissionais dentro de empresas privadas e órgãos públicos. É o chamado assédio moral coletivo ou institucional, prática que vem crescendo no país, motivada, principalmente, pelo aumento da pressão e cobrança por resultados. Funcionários mais conscientes de seus direitos e órgãos fiscalizadores mais atuantes também têm contribuído para que casos como esses venham à tona.

Em 2013, foram firmados 460 termos de ajustamento de conduta (TAC), registradas 3.641 denúncias, ajuizadas 219 ações civis públicas e abertos 2.707 procedimentos administrativos sobre assédio moral coletivo, de acordo com levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho para o projeto “Assédio é imoral”, da Coordenadoria Nacional de Promoção deIgualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho.



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